

Este não foi o seu ultimo olhar, como o titulo da foto e sim dois dias antes, em que uma troca de olhares me disse o que estava a chegar.
Morreu hoje a Nespera, na marquesa do veterinário, com a minha mão a acariciar-lhe a cabeça e dois dedos sobre o flanco a sentir-lhe as ultimas pulsações.
Não tenho vergonha de dizer-vos que, enquanto escrevo estas linhas, as lágrimas me escorrem.
Não tenho vergonha de dizer-vos que, enquanto escrevo estas linhas, as lágrimas me escorrem.
Foi o fim de uma amizade inexplicável de 11 anos entre um ser racional e uma "bestia"(como diz a Bíblia).
Mas a vida é isto mesmo e ficam as recordações, desde as suas diabruras de carrocha, á diabruras que os meus netos lhe fizeram, sempre aturadas com uma paciência infinita, de que penso, só os cães são capazes.
Mas a Nespera deixou geração.
E tenho agora a filha Maria Francisca para me recordar da mãe.




